Governança do aprendizado: uma estratégia de sucesso

A governança alinha os programas de aprendizado levando a mesma mensagem a todos os membros da organização

Não importa se a empresa é pequena ou grande, familiar ou não, se conta com mais de vinte filiais ou apenas um escritório, quando o assunto é aprendizado no meio corporativo, é indispensável a criação de uma estrutura de governança – que, vale lembrar, não precisa ser complexa, é possível obter excelentes resultados com apenas um grupo de treinamento.

Para tanto, os diversos agentes de uma organização (líderes, profissionais de treinamento, empresários, funcionários da operação) devem estar envolvidos com o projeto e trabalhar juntos pelo mesmo objetivo: garantir conteúdo de qualidade para a capacitação dos colaboradores e a melhor aplicação desse conhecimento no negócio.

O problema é que em grande parte das empresas acontece exatamente o oposto. As divisões de treinamento costumam operar com excessiva independência, deixando de lado boas parcerias entre si e com outros departamentos. De acordo com Augusto Gaspar, diretor de soluções consultivas da MicroPower, isso acontece quando não há uma visão muito clara dos benefícios da governança aplicada ao aprendizado. “A governança coloca ordem e promove a estruturação das ações, trazendo a homogeneização de programas de aprendizado e levando uma mesma mensagem a todos os pontos da organização”, diz.

Como regra, o papel do conselho de boas práticas, seja ele formal ou informal, é agregar informações, identificar as iniciativas em andamento, levantar necessidades e construir uma nova estratégia. “Não é um trabalho fácil, principalmente, em organizações com nichos culturais fortes e alguma distribuição geográfica. Por isso, alguns preceitos de trabalho são importantíssimos para o conselho, como identificar e dar voz a todas as partes interessadas, priorizar as necessidades de acordo com seu custo-benefício, promover uma adequada gestão de mudanças e buscar agir onde surgirão os ganhos mais rápidos (quick-wins) para se obter a confiança dos patrocinadores”, ressalta Gaspar.

Em seu livro Além do e-Learning, abordagens e tecnologias para a melhoria do conhecimento, do aprendizado e do desempenho organizacional, Marc J. Rosenberg destaca alguns princípios básicos para a estruturação de um programa de governança. Confira os principais deles:

1 – Concordância sobre a governança: deve haver aceitação geral para que um conselho de governança do aprendizado seja formado. “Inicie com um nível de governança que todos possam suportar, mesmo se ela, no início, for voluntária”, destaca Rosenberg.

2 – Envolvimento de todos os participantes e stakeholdersos colaboradores precisam sentir que estão sendo representados. “Sabemos que nem todos podem fazer parte do conselho e de suas decisões, mas envolver todas as áreas por meio de consultas, representantes e um programa de comunicação aberta é fundamental para o sucesso das iniciativas. Se as pessoas tiverem oportunidade de contribuir e verem que suas necessidades estão sendo ouvidas (e dentro do possível atendidas) estarão muito mais propensas a apoiar as iniciativas e suportar os programas de aprendizado disponibilizados”, acrescenta Gaspar. 
 
3 – Desenvolvimento de alianças: a governança no campo do aprendizado e do e-Learning representa não apenas trabalhar com grupos e recursos internos, mas agregar a expertise de parceiros e fornecedores. “Colocar as estratégias em prática exige um movimento organizacional que pode ser dinamizado pelos parceiros certos, como as consultorias, que trazem conhecimento educacional para o desenvolvimento de programas eficazes e abrangentes, explorando diversos meios e recursos didáticos, e os parceiros tecnológicos, que disponibilizam plataformas de gestão da entrega dos programas de aprendizado, seu monitoramento e avaliação (por meio do desempenho das pessoas), conclui Gaspar.

Para estruturar um planejamento de governança com informação e bases sólidas, conheça as soluções consultivas e tecnológicas da MicroPower. Entre em contato com nossos especialistas e vamos firmar uma aliança de negócios pela alta performance de sua organização.

Referência: Além do e-Learning, abordagens e tecnologias para a melhoria do conhecimento, do aprendizado e do desempenho organizacional, de Marc J. Rosenberg.
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