Aprendizado sem fronteiras

Os quatro pilares para a implementação bem-sucedida do e-Learning 

No passado, muitos aprendizes eram levados a outros países para que pudessem conhecer outras culturas e passar por novas experiências de aprendizado. Com as inovações tecnológicas e a popularização da internet, surgiram novas oportunidades de integração – o e-Learning é uma delas. 

No entanto, não basta simplesmente exportar ou importar ideias. É preciso considerar o cenário dos participantes do e-Learning, ou seja, aspectos geográficos, legislativos e culturais, tais como costumes, infraestrutura, normas, entre outros, que são essenciais para a adaptação e o desenvolvimento de um treinamento efetivo.

Em seu livro 25 melhores práticas em aprendizagem e desenvolvimento de talentos, Nick van Dam destaca os quatro pilares para uma implementação bem-sucedida de e-Learning. Confira quais são eles:

1 – Fatores competitivos
Antes de desenvolver qualquer material para o treinamento em formato e-Learning e pensar em implementá-lo, é preciso que seja feito um estudo de negócio que suporte seu lançamento em novas regiões geográficas, que podem, por exemplo, incluir ROI claro, projeções de economias em custos, entre outros dados.

2 – Infraestrutura de tecnologia da informação
Atenção especial deve ser dada ao hardware (muitas empresas disponibilizam dispositivos móveis para que seus colaboradores possam utilizar de outros locais, o que aumenta a capacidade de comunicação eletrônica global); software (reprodutores de mídia devem ser usados nos materiais do programa, mas atenção a regiões onde medidas de segurança impedem os indivíduos de baixarem alguns applets sem autorização do governo); e largura da banda larga (apesar de grande parte do mundo contar com uma conexão de banda larga de alta velocidade, há algumas regiões que ainda requerem investimentos em infraestrutura e ainda patinam para conseguir acesso à internet, mesmo que discado).

3 – Legislações e investimentos regionais e nacionais
Iniciativas que englobem diretrizes e investimentos fazem diferença na penetração do e-Learning no nível nacional. Em todo caso, a legislação em vigor pode ter consequências involuntárias. “Uma nação europeia pode ter acesso excelente à internet, mas os nomes de pessoas e escores de testes não são transmitidos pela rede por causa das safe harbor regulations”, exemplifica Nick van Dam. Safe harbor regulations são medidas tomadas por países da União Europeia para proteção de dados pessoais, que, entre outras coisas, impede que dados dos cidadãos europeus sejam enviados a países de fora da União.

4 – Cursos de alta qualidade
Alta qualidade significa integrar conteúdo relevante a novos recursos tecnológicos. A ideia é elaborar cursos híbridos dotados de simulações, jogos e aprendizado síncrono, tornando-os envolventes, engajadores, informativos e divertidos.

Referência: 25 melhores práticas em aprendizagem e desenvolvimento de talentos, de Nick van Dam
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