Aprendizado na medida certa

As atividades mudaram e as necessidades da força de trabalho também, por isso torna-se essencial investir em experiências de aprendizado personalizadas para os colaboradores

 

Para atender ao novo perfil de consumidor, as empresas perceberam que precisariam inovar em seus produtos e serviços, que oferecer mais do mesmo a todos não iria funcionar por muito tempo. Assim, elas passaram a investir em customização. Na economia atual, tudo é feito de acordo com o que o cliente precisa e deseja – do café ao carro, da casa ao pacote de viagem – e o aprendizado acompanha esse ritmo. Por que não acompanharia?

 

As atividades mudaram e as necessidades da força de trabalho também. Aquilo que antes era totalmente aplicável em sala de aula, hoje já não cabe mais nesse espaço por inúmeros motivos. As empresas exigem uma aprendizagem efetiva para seus colaboradores globais, o que as leva a investir em experiências de aprendizado personalizadas, que realmente agregam valor ao trabalho de seus colaboradores e, consequentemente, ao negócio. Mas, ainda bem, as tecnologias emergentes de aprendizado e as técnicas do design instrucional avançam com velocidade para suportar com êxito as novas demandas. 

 

Em seu livro e-Learning no Brasil: retrospectiva, melhores práticas e tendências, Francisco Antonio Soeltl, presidente da MicroPower e da comunidade Learning & Performance Brasil, distingue cinco dimensões de customização e personalização para o aprendizado. Confira quais são elas!

 

1 – Necessidades de aprendizado

As necessidades pessoais de aprendizado são únicas e dependem de um número muito grande de características, entre elas, função, carreira, experiência, aspirações de desenvolvimento, formação educacional e profissional.

 

2 – Preferências de aprendizado

As pessoas aprendem de modo diferente e as preferências de aprendizado são baseadas em fatores como diferenças culturais, de idiomas, de gerações. As novas gerações, por exemplo, estão totalmente ambientadas para aprender a partir de dispositivos móveis e até por games, o que pode não ocorrer com profissionais com mais vivência.

 

3 – Localidade

Com as empresas tornando-se cada vez mais globais, a força de trabalho espalhada geograficamente só reafirma a necessidade de que o aprendizado esteja acessível em qualquer lugar e a qualquer momento.

 

4 – Tempo

Acompanhando a questão da acessibilidade, o tempo disponível para os aprendizados formal e informal difere de acordo com a função do colaborador, sua agenda, o tipo de negócio para o qual ele atua, o segmento de sua empresa, entre outras peculiaridades.

 

5 – Ritmo

O ritmo entre a aquisição de conhecimento e o desenvolvimento de novas habilidades difere significativamente de pessoa a pessoa. Por isso, quanto mais a experiência de aprendizado puder ser personalizada para as necessidades do colaborador, mais efetivo será o processo em si.

 

Referência: e-Learning no Brasil: retrospectiva, melhores práticas e tendências, de Francisco Antonio Soeltl.


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